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11
Abril
2014

Panorama Mundial do Setor de Celulose, Papel e Papelão

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Desde os anos 60, a produção dos itens tem crescido, no Brasil, em ritmos superiores aos vislumbrados pelos demais produtores mundiais.

(*) MARCIO FUNCHIA é  Diretor de Consultoria da Consufor

Fuente: Painel Florestal

BRASIL (11/4/2014).- O Brasil tem apresentado um crescimento constante de importância no contexto mundial, em termos de produção de celulose e papel. Os dados mais recentes mostram que o Brasil é hoje o 4º maior produtor mundial de celulose e o 11º maior produtor de papel e papelão.

Desde os anos 60, a produção de celulose, papel e papelão no Brasil tem crescido em taxas muito superiores às vislumbradas pelos demais produtores mundiais (Figura 1 – Tabelas 01 e 02). Esse cenário demonstra que o Brasil tem sido lugar para maciços investimentos produtivos, tanto na modernização como na ampliação do parque fabril.

Tabela 01: Celulose
Fonte: FAO
Tabela 02: Papel e papelão
Fonte: FAO

Em termos produtivos, a produção mundial de celulose, papel e papelão tem apresentado crescimento praticamente constante desde os anos 60, atingindo volumes de produção (em 2012) da ordem de 204 milhões de toneladas de celulose, e de 507 milhões de toneladas de papel e papelão. No Brasil, a produção no mesmo período alcançou patamares respectivamente de 14 (celulose) e 10 (papel e papelão) milhões de toneladas. A Figura 2 (Tabelas 03 e 04) mostra a evolução histórica do crescimento da produção dessas commodities.

Tabela 03: Celulose
Fonte: FAO
Tabela 04: Papel e papelão
Fonte: FAO

Com esse ritmo, (considerando os últimos 60 anos) o Brasil apresenta um crescimento médio de produção anual de 7,5% na celulose, e de quase 6% a.a. na fabricação de papel e papelão, muito acima da média histórica mundial de 2,2%a.a. na celulose e de 3,7% a.a. no papel e papelão. Esses números consolidam o país em posição muito positiva também quando se compara o ritmo de crescimento dos 10 maiores produtores mundiais (muito similares ao crescimento da produção mundial).

Em termos de perspectivas, o Brasil possui um conjunto de aspectos que podem aumentar ainda mais a participação do país na produção mundial (atualmente responde por cerca de 7% na celulose e 2% no papel e papelão).

O país vive hoje um momento importante tanto na indústria baseada na fibra branca como na fibra marrom. Há maturação de novos projetos industriais, expansão e atualização tecnológica de projetos existentes, consolidação de negócios entre grupos econômicos e diversos estudos para ampliação e modernização dos negócios no Brasil.

Se por um lado o setor privado tem apostado na perspectiva de expansão dos negócios (seja na ampliação da base produtiva florestal, industrial e logística), o poder público poderia ter um papel mais decisivo (apresenta uma velocidade de decisões abaixo do esperado pelo empresariado) no sentido de permitir que as diversas obras de infraestrutura tragam mais competitividade para a logística do setor (envolvendo ações de suprimento, fabricação, armazenagem e distribuição nacional e internacional).

Tabela 05: Crescimento médio anual nos últimos 60 anos 

Fonte: FAO
Tabela 06: Evolução da participação da produção brasileira na produção mundial 

Fonte: FAO

Esse cenário conjunto de união entre os entes privados e públicos deveria corroborar para que a indústria de celulose, papel e papelão continue a se desenvolver no Brasil, consolidando assim sua importância dentro da cadeia produtiva nacional.

Dessa forma, apesar de uma expectativa de crescimento para a indústria de celulose e papel no curto prazo, a Consufor ressalta a necessidade do governo se sensibilizar e buscar um papel mais atuante com investimentos e mudanças estruturais que possibilitem ao setor um crescimento mais efetivo, mas que também os empresários devam focar investimentos para aumento da competitividade, aspectos de fundamental importância para o bom desempenho do setor.

(*) É Diretor de Consultoria da Consufor

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